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27 de Novembro de 2013

Quero parar... mas gosto de fumar!

 

Ontem recebemos um telefonema de uma ciente que estava curiosa sobre como seu amigo - que nos indicou a ela - parou de fumar conosco.  Ela havia encontrado seu amigo num churrasco, e como sempre fumavam junto, estranhou o fato dele não estar fumando. Quando ela o chamou pra fumar, ele disse que havia parado.

 

Então ela disse a ele: “Ah, então eu não vou fumar perto de você.” Muitos fumantes não querem que seus amigos que pararam sofram ao vê-los fumando e tem essa postura que ela teve, pra que ele não se sentisse tentado.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

 

Ele simplesmente respondeu que não havia problema algum, que ela poderia fumar na presença dele. Ela estranhou. Enquanto me contava isso, ela me disse ao telefone qual foi seu pensamento imediato: “Ah, agora eu vou fumar só por despeito pra ver como ele se sente mesmo.” Ela não estava entendendo como ele simplesmente não estava nem aí, mas constatou de fato a sua indiferença. Ficou ainda mais intrigada. Ao conversarem, ele disse que seu processo de parar de fumar foi tranquilo e ele não se sentia tentado a fumar ao ver outros fumando.

 

Quando ela nos ligou, logo no começo da conversa disse que gostava de fumar. O problema é o sofrimento, o trauma ao se parar, porque havia visto ontem no Jornal Nacional uma matéria sobre os males do fumo e confessou que apesar de gostar de fumar, se pudesse parar sem sofrimento, ficaria felicíssima. E eu emendei: “Sim, isso é possível” – e fui mais além: “Não só sem sofrer, mas sem sentir saudade do cigarro, exatamente como seu amigo no churrasco”.

 

Essa história tem tudo a ver com nossa vida de fumante. Sabemos o mal que isso nos causa, recebemos pressão de todos, da família, da sociedade, somos discriminados por todos os lados, na hora de passar por uma seleção de emprego, nervoso na hora de uma viagem. Em todos os lugares há restrições cada vez maiores, pois a sociedade, em sua grande maioria não fumante, entendeu que não quer mais tolerar o cigarro alheio.

 

O problema é que nós não vemos o cigarro como eles o veem. É nosso prazer, é nosso amigo, o apoio de todas as horas, nos bons e maus momentos, nos completa, é como um braço, uma perna, uma extensão de nós mesmos!

 

Em nossos seminários, chamamos isso de “cabo de guerra”. Todo fumante tem essa luta dentro de si. Parte dele quer parar, e parte quer continuar. De um lado nosso racional nos diz “isso tá me matando, me custando dinheiro, me escravizando, etc.”, do outro, o coração nos diz “é meu prazer, meu apoio, me ajuda a relaxar, a lidar com o stress da minha vida, etc.”

 

É essa luta que torna tudo uma tortura, e nossa especialidade é romper esse cabo de guerra, desfazer todas as ilusões que temos sobre o fumo, de modo que ao participar de nosso programa, não se queira mais colocar um cigarro na boca. É lindo de ver.

Queremos que você receba sempre a melhor informação, para que se um dia você decidir parar de fumar, possa decidir com segurança e se juntar aos milhões de ex-fumantes que não acreditavam que isso fosse possível, e como eu, acordam a cada manhã felizes com essa decisão.

 

Um grande abraço,

Lilian Brunstein

Terapeuta do método Allen Carr’s Easyway Para Parar de Fumar