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16 de Março de 2015
Por que eu virei fumante e os outros não?

Prezado(a) leitor(a),

 

Você já se fez essa pergunta?

Eu não costumava fazê-la até começar a tentar parar de fumar. rs...

Então eu me questionei: Por que eu fumo e meus irmãos não?

Hoje no Brasil aproximadamente 13% da população é fumante.

Isso significa que os outros 87% - sejam quais forem as suas razões - decidiram não fumar, e seguem a vida sem ligar para o cigarro.

Eu me lembrei dessa questão agora, porque estou fazendo um curso interessantíssimo sobre “Como ser bons pais”. Quero ser o melhor para meus filhos, apesar de minhas imperfeições enquanto ser humano.

Foi levantado um tema muito interessante pelo professor na última aula, que era sobre nós pais como exemplo de vida que damos aos nossos filhos.

Na apresentação visual que o professor fazia, apareceu um cartoon com dois pais fumando sentados no sofá, e a filha perto deles segurando um maço de cigarros em posição de questionamento. Então, a frase da mãe à filha:

“De onde você tirou a ideia de que fumar está certo?”

 

Embora minha mãe nunca tivesse fumado, meu pai sim. Mesmo assim, todos os meus irmãos se tornaram não fumantes. E mesmo quando ambos os pais são fumantes, às vezes nenhum dos filhos fuma.

Vamos mais longe: Pais não fumantes ficam desesperados ao verem que seus filhos começaram a fumar!

Isso tudo me intrigava enquanto fumante.

É certo que pais fumantes têm comprovadamente mais chance de terem filhos fumantes, mas isso ainda não me trazia a resposta.

Então uma senhora que faz o curso comigo fez um comentário durante a apresentação. Ela disse que seu filho tem 7 anos de idade, e desde que ele nasceu ela fuma escondido dele na varanda. Eu fiquei imaginando a angústia dessa mulher, a culpa e a vergonha que sente secretamente por ser fumante.

Ele estuda o dia todo, e desde a hora em que ele chega em casa no final do dia até a hora dele dormir, durante umas duas horas e meia, ela não fuma.

Então, depois de botá-lo na cama, ela vai para a varanda e fuma seu cigarro. Um dia ele acordou à noite e foi para a sala. E viu a mãe fumando na varanda.

Perguntou confuso: “Mãe? Você fuma?”

Ela, pega de surpresa e desconcertada, disse: “Mamãe só fuma de vez em quando, quando fica irritada ou nervosa”.

Foi a primeira coisa que lhe veio a mente responder para sair daquela saia justa. Afinal de contas, ela não queria se assumir como fumante na frente do filho, não queria influenciá-lo negativamente.

Mesmo porque sempre pensou em parar no futuro, e tinha a esperança de que - quem sabe – ele nunca chegaria a descobrir que a mãe foi fumante.

Todos ficaram em silencio ao ouvirem o relato dela.

Minha esposa levantou a mão e disse:

“Eu gostaria de falar uma coisa. Eu trabalho com cessação de tabagismo, e sem querer fazer você se sentir mais culpada, eu diria que aquilo que você disse na varanda ao seu filho foi a pior coisa que você poderia ter dito naquele momento”.

Ela se assustou e disse: “Ai meu Deus!”.

Minha esposa a tranquilizou: “Calma, tem conserto. Deixa eu explicar: Ao dizer ao seu filho que você fumava quando estava nervosa ou irritada, você começou a gravar na mente dele que cigarros são um apoio forte num momento difícil.
Desde pequeno ele vai passar a acreditar no cigarro como um refúgio para os problema da vida”.

Isso é ser fumante. É justamente desenvolver certas crenças - como por exemplo - que o cigarro alivia o stress e é um apoio num momento difícil.

Eu sei que você acredita nisso (nosso programa desfaz essas associações erradas e resolve isso de forma magistral), mas até que você resolva isso na sua vida, se você tiver filhos, tome muito cuidado com a mensagem que passa para eles, porque eles vão se espelhar em você e passar a acreditar nela também.

É assim que se começa a fumar: na nossa mente.

Somos muito influenciados em primeiro lugar pelos nossos pais, que são nosso modelo de vida, e depois, pelos nossos amigos, o meio social em que vivemos, e também pela propaganda do cigarro (não pense que ela acabou, ela está mais viva do que nunca).

E isso fecha a questão do porque eu fumava e os outros não. Lá atrás, em minha juventude, eu acreditei em valores errados e eles se entranharam em minha mente.

A coisa mais incrível foi em apenas um dia desfazer essas crenças erradas e me libertar delas com o método Easyway. Foi o dia em que parei de fumar e me transformei em um feliz não fumante. Meu lar e minha vida estão livres do tabaco.

Agora é cuidar dos pimpolhos, para que eles recebam as influências corretas. :-)

Eu disse que é aqui (na sua mente) que se começa a fumar. E é aqui também (na sua mente) que se para em primeiro lugar. :-)

Um grande abraço e obrigado por ler nosso conteúdo!

Alberto Steinberg
Terapeuta Senior de Allen Carr’s Easyway