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30 de Março de 2015
Como ser imune à influência dos outros fumantes à nossa volta

Prezado(a) leitor(a),

 

Às vezes um cliente vem até nós preocupado, porque após o seminário voltará para casa, onde seu parceiro fumante o aguarda. Como lidar com isso?


Quando dizemos que isso não é problema, eles se espantam. 


Ao saírem entendem tudo, e quem se espanta são seus parceiros e amigos fumantes. 


Ao querer fumar próximos aos nossos clientes, alguns dizem: “Eu não vou fumar perto de você, porque sei que você parou agora”.

E eles respondem: “Tudo bem, pode fumar aí, eu tô na boa”.


Ao vê-los tranquilos, questionam: “Como? Você não se importa mesmo?”


Não, eles não estão nem aí. Quando nosso método se fixa no participante, é como uma raiz forte inabalável para sempre. Não há tempestade que derrube essa árvore. :-)


Veja abaixo o depoimento de uma cliente nossa que recebemos essa semana. É belíssimo, porque esta é a vida real. 


Só um comentário antes de você lê-lo: Desde que nascemos, recebemos uma forte carga de influência de nossos pais fumando, dos amigos fumando à nossa volta, de uma sociedade que um dia considerou fumar coisa chique, coisa de macho, da publicidade escancarada, (hoje velada, mas forte), etc.


Hoje fumar não é mais coisa de macho nem chique. Que bom que a percepção da sociedade evoluiu e mudou!


Palavras tem fortes significados. Repare nas palavras que colocamos em negrito e destaque do texto do depoimento da cliente. 


Depois de ler seu depoimento, preste atenção à nossa interpretação de seu pensamento mais abaixo e você encontrará a chave para decifrar esse enigma:

"Srs fumantes,

Hoje sou uma pessoa feliz por ter conseguido me libertar de verdade desse vício inútil e caro.

Depois de varias conversas com a terapeuta Lilian por telefone, resolvi participar da palestra meio desconfiada que não conseguiria parar de fumar. Após a palestra fiquei uns três dias sem fumar, mas cai na besteira de experimentar um cigarrinho e tudo foi por água abaixo.

Marquei com a Lilian no dia 25/02/2015 para assistir a palestra novamente, mas por motivo de saúde acabei parando numa mesa de cirurgia para retirada do apêndice.

Estou quase recuperada. Nos dias que estive no hospital não podia fumar, até que uma enfermeira me disse: 

"Eu fumo. Não fale nada para ninguém, mas existe um local aqui onde você podefumar" . 

Pensei “Que bom, tenho cigarro na bolsa, e vou ate lá!"

De repente parei e pensei: “Aonde vc vai? Já faz seis dias que você não fuma, e não está sentindo falta! Porque fumar?????”

Joguei o cigarro fora. Até pensei em dar para enfermeira, mas me veio uma tristeza muito grande quanto ao “graaannnde presente” que ia lhe dar, e joguei no lixo.

Depois de duas semanas estava em casa ainda me recuperando da cirurgia, aí meu namorado chegou e falou: 

“Quer fumar?” 

E eu falei : “Não quero”. 

Ele : “Eu fumo a metade e vc a outra metade.” 

E eu falei: “Fume ele todo sozinho”, mas falei sem nenhuma raiva. Ele fumou e percebi que realmente não precisava mais daquilo. 

Sou grata por Alberto e Lilian terem conseguido me mostrar que realmente não nasci fumando e não morrerei fumando.

Para aqueles que não conseguem, podem acreditar: É muito mais fácil do que se imagina. Bem pessoal, tenho que voltar a limpar meus armários, pois estão com um cheiro horrível de cigarro. Boa sorte para todos."

 

                                                                                                                                                     Encarnacion Gutierrez de Lima

 

 

Eu nunca a chamei pelo nome, “Encarnacion”, e sim “Tuca”, que é seu apelido. Agora leiam nossa interpretação do porque a Tuca virou uma não fumante convicta inabalável. 


1) "me libertar de verdade" - Tem fumante que tenta parar de fumar por outros métodos que não o nosso, e passa meses ou até mesmo anos inseguro de que não vai conseguir. Mas se eu te der um calendário na mão, em que data você acha que vai se libertar? 


Você se liberta instantaneamente de seu vício ao deixar o seminário. Alguns precisam de um reforço, ok. Mas é assim que tem de ser: Ao compreender tudo, a insegurança se acaba – e realizamos isso durante as poucas horas de nosso seminário. É uma transformação sobre como você passa a ver o cigarro na sua vida e ponto final. 


É assim que tem de ser. Ninguém precisa “ficar lutando” o resto da vida para não fumar. O pesadelo acaba e a pessoa se sente verdadeiramente livre por dentro. Não se deve aceitar menos do que isso. 


Tuca agora tem isso dentro de si. :-)


2) "Eu fumo. Não fale nada para ninguém, mas existe um local aqui onde você podefumar" . - Espantoso como uma enfermeira que supostamente deveria estar ali para zelar pela saúde da paciente quis sabotar seu estado de saúde! O que sabia aquela enfermeira sobre o estado de saúde da paciente? E se o médico havia recomendado afastamento total do fumo por ele representar algum risco iminente naquele momento?


Deixando de lado o comportamento completamente antiético dessa enfermeira, nós compreendemos porque ela fez isso, e ela não fez por maldade nem de propósito.


Ela assim agiu porque os fumantes entram em pânico conforme mais e mais fumantes abandonam esse barco furado que é fumar, e inconscientemente tentam puxar o ex-fumante para dentro dele. Talvez você já tenha experimentado em algum momento uma dessas sabotagens alheias. Afinal de contas, ninguém quer afundar sozinho no Titanic.


3) “Aonde vc vai? Já faz seis dias que você não fuma, e não está sentindo falta! Porque fumar?????” - É aí que vemos o que é essa raiz que mencionei acima se fixando. Ela não viu mais sentido em fumar na sua vida e naquele momento, não precisou “lutar” mais para não fumar. 


Nosso método é um “ESTADO MENTAL”, e a Tuca está de parabéns por ter atingido esse estado mental.


4) "me veio uma tristeza muito grande quanto ao “graaannnde presente” que ia lhe dar, e joguei no lixo." – SIMPLESMENTE FANTÁSTICO!!! Ela deixou de ver completamente qualquer valor que fosse no cigarro, que nem pra “presente”servia mais. 


Se não era bom pra ela, não era bom pra ninguém! Você não dá lixo de presente para osoutros. É assim que você tem de passar a pensar sobre os cigarros. 


5) "meu namorado chegou e falou: "Quer fumar?"” – Olhá aí novamente o fumante tentando arrastar o ex-fumante pro buraco novamente. Eu vou repetir: Ele não fez de propósito, é inconsciente. O pânico faz isso com os fumantes. Fazem coisas do tipo:

- Oferecem cigarros a você (como o namorado da Tuca fez);
- Ficam falando o quão maravilhoso é fumar e o quanto gostam; 
- “Esquecem” o maço bem perto do ex-fumante; 
- Tentam cavar discussões irritando o ex-fumante para instigá-lo a fumar
- Capricham no gestual, no assoprar a fumaça, para fazer o ex-fumante ter saudades (repare que o gestual de repente vira algo caricatural)
- Cutucam o ex-fumante com comentários feitos para criar uma sensação de privação nele“Vamos fumar? Ah, esqueci, agora você não pode, né?”.

A coisa pode ser escancarada ou sutil, não importa. Mas o fumante sente um incômodo grande pelo outro ter parado, e quando o método para parar de fumar é errado, ele não precisa de muito para conseguir que seu plano secreto de afundar o outro seja bem sucedido.

6) "Ele fumou e percebi que realmente não precisava mais daquilo" – Agora ele poderia fumar o quanto quisesse, que a convicção dela era inabalável. Tuca estava curada.

Todos os depoimentos que recebemos nos tocam e nos enchem de alegria. Esse foi umdos mais tocantes. 

 

A vida não é como um comercial de margarina, tudo perfeito, a família reunida e sorrindo.

A gente sai correndo, a vida tem stress, discussões, trânsito, pepinos a resolver, bons e maus momentos. 

Os bons momentos são melhores sem o cigarro. E os ruins, são menos ruins quando se deixa de fumar. Venha aprender como chegar nesse ESTADO MENTAL com a gente. :-) 

Muito obrigada por ler nosso conteúdo!

Lilian Brunstein
Terapeuta de Allen Carr’s Easyway